Avisos e Devocionais

MALEDICÊNCIA - BEM LONGE DE MIM
22-04-2018
MALEDICÊNCIA - BEM LONGE DE MIM

"Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos
ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se
assenta na roda dos escarnecedores."
Salmo 1.1
Culturalmente, vemos a igreja preocupada em "punir"
ou "lutar" contra determinados tipos de pecados. Adultério,
sexo antes do casamento, homoafetividade, pornografia, vício
em drogas estão no "TOP 5" dos "pecados mais cabeludos da
humanidade". Já parou para pensar, quantas horas de prega-
ções nos muitos púlpitos espalhados por aí são investidas
nesses temas? Concordo que são pecados extremamente
nocivos, no entanto, percebo, por meio de uma breve análise
do curso das Escrituras, que o Senhor Deus também está
preocupado com outros pecados, aparentemente inofensivos,
mas que são capazes de ceifar vidas e, portanto, devem ser
observados com muito rigor e diligência pelo povo que diz
temer ao Senhor.
A maledicência (etm. do latim: maledicentia.ae - mal
dizer) é um desses pecados. Costumo chamar a maledicência
de "o veneno na ponta da língua". Isso porque o maledicente
age de maneira sutil, demonstrando-se sempre "preocupado"
com o reino de Deus ou com a vida de algumas pessoas que
ele gostaria de "ajudar". O maledicente, em seu coração enganoso,
está preocupado em proteger algo ou alguém e, então,
empresta a boca para Satanás para colocar uns contra os
outros. O detalhe bíblico é que o maledicente envenena os
outros e acaba vítima do seu próprio veneno (Cf. Pv 18.8; Tg
4.11). Acaba tornando-se uma pessoa infeliz, azeda, amargurada,
fofoqueira, sorrateira e invejosa.
Perceba no texto do Salmo 1.1 (supramencionado)
que feliz (bem-aventurado) é aquele que não se senta na roda
dos escarnecedores, na roda daqueles que promovem a maledicência.
A grande ideia do texto é que o fato de não sentar
com esse povo me faz uma pessoa feliz, uma vez que não me
deixo ser envenenado com a podridão que está no coração
desse tipo de gente. Só um detalhe: essa expressão "não se
assenta" no texto é extremamente interessante, porquê denota
a ideia de que eu não comungo com o coração e nem com os
pensamentos dessas pessoas, por isso, sou feliz.
Infelizmente, o pecado da maledicência, por parecer
inofensivo, encontra legalidade em muitos grupos dentro da
igreja e, de maneira assustadora, acabou invadindo as muitas
comunidades eclesiásticas. Esse pecado já incitou dúvidas,
separou famílias, rachou igrejas, incentivou suicídios, gerou
transtornos psicossomáticos, afastou pessoas do Senhor,
destruiu reputações e financiou grandes discórdias. Ainda tem
dúvidas que esse pecado é demasiadamente nocivo e precisa
ser combatido severamente? Talvez, você mesmo, já tenha
sido vítima desses assassinos e estupradores da alma. A pergunta
é: como expulsar a maledicência para bem longe?
A resposta está em ter uma postura correta diante do
maledicente, para tanto, observemos o que nos ensina o texto
de Mateus 18.15-17. O Senhor nos instrui assim: "Ora, se teu
irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir,
terás ganho teu irmão" (Cf. Mt 18.15). A verdade é que o maledicente
está em pecado e precisa ser repreendido imediatamente.
"Olha meu irmão, você está em pecado e, precisa pedir
perdão, a mim e ao irmão que você está falando mal. Eu mesmo,
me encarregarei de dizer ao irmão que você estava falando
mal dele e, de uma próxima vez, faça o favor de não tentar
envenenar minha alma com o mal que está em seu coração".
Pronto! Não me assentei na roda dos escarnecedores (não fui
conivente com a maledicência), admoestei o maledicente pelo
seu pecado, comuniquei a vítima (inclusive, mencionando
claramente o nome do maledicente), com isso, agradei ao meu
Senhor e, permaneci feliz.
Em verdade, o pecado da maledicência, apesar de ser
nocivo, precisa de um comparsa (ouvinte ou leitor) para continuar
vivo. E como tudo na vida - sem alimento ou manutenção
- morre/acaba!
Que Deus nos abençoe e dê forças.

Do seu pastor e servo de Cristo,
Pr. Segundo Almeida