Avisos e Devocionais

CONECTE-SE
19-11-2017
CONECTE-SE

Uma das características do mundo de hoje é a tendência
ao isolamento. Lógico que os smartphones e as redes sociais
contribuíram bastante para o agravamento desse quadro. O celular
hoje parece uma espécie de apêndice do corpo humano. As
pessoas andam na rua olhando para o celular. Dentro do ônibus
conferindo as últimas novidades do WhatsApp. No restaurante ou
em qualquer lugar, em qualquer momento, parece mais que
necessário (vital) dar aquela última conferida no feed de notícias do
facebook - o detalhe é que fazia apenas 1 minuto da conferida
anterior. Não percebemos, mas nos tornamos escravos desses
aparelhos. Escravos e viciados nas redes sociais. E toda escravidão
gera consequências gravíssimas em tudo a nossa volta.
Ouvi nessa semana que duas pessoas de um hospital aqui
de Mogi das Cruzes/SP foram demitidas porque as redes sociais
não deixavam (eles quem não deixavam) que eles dessem a devida
atenção ao seu trabalho. Demitidos por causa das redes sociais. No
Japão, a ordem é colocar as placas/sinais de avisos aos pedestres
no chão, porque as pessoas estão tão entretidas com seus
smartphones que não conseguem olhar para cima e enxergar as
placas, antes que acidentes aconteçam, o governo tem tomado
esses tipos de precauções. Nas famílias não tem sido diferente. As
famílias sentam à mesa para almoço (quando sentam) e,
simplesmente, não conversam mais - todos estão vivendo suas
vidas virtuais isoladas. Há alguns casos em que pais e filhos; marido
e mulher, conversam pelo WhatsApp dentro da própria casa. Nesse
sentido, quando a consciência da mesa - do relacionamento pessoal
- é desconsiderada em uma família, a família começa a se afastar e
tal isolamento leva ao desrespeito, frieza e destruição.
Definitivamente, relacionamento em redes sociais, não é
relacionamento real (parece tão óbvio). Trata-se de uma relação
virtual, uma espécie de "tele-relacionamento", o que é totalmente
paradoxal. A palavra "relacionamento" já dá a ideia de conexão,
dependência, ligação, vínculo afetivo, tudo isso, desenvolvido de
maneira contínua. Relações sociais são determinadas pela
convivência. Coisa que o virtual jamais será capaz de suprir.
Certo dia, li uma sátira de um autor desconhecido a
respeito dos relacionamentos e amizades desenvolvidas no
facebook, vejamos:
"Para as pessoas da minha geração que não
compreenderam realmente porque existe o facebook, WhatsApp
etc.
Atualmente, estou tentando fazer amigos fora do
facebook, enquanto utilizo os mesmo princípios.
Portanto, todo dia eu ando pela rua e digo aos pedestres o
que eu comi, como me sinto, o que fiz na noite anterior e o que farei
amanhã. Em seguida lhes dou fotos de minha família, do meu
cachorro e fotos minhas cuidando do jardim, comendo, passando o
tempo na piscina etc.
Também ouço suas conversas e digo que amo todos eles.
E isto funciona!
Eu já tenho três pessoas me seguindo: dois policiais e um
psiquiatra!"
Em outras palavras, é nisto que estão transformando a
sociedade e os relacionamentos: uma sociedade alienada, sem
sentido e com relacionamentos líquidos.
No fim, nós somos seres sociais e, portanto, relacionar-se
faz parte de nossa natureza. E é aí que entra nossa parte! O que
fazer?
Precisamos não aceitar esse isolamento, nem nas nossas
vidas, nem na vida das pessoas que estão ao nosso redor. Ao invés
de assistir tudo "em cima do muro", vamos sair ao encontro dessas
pessoas. Vamos nos conectar com elas. Conectar-nos de maneira
pessoal e intencional. Preocupando-se e identificando-se com a
vida dos outros. Relacionamentos desenvolvidos com o propósito
de ajudar, somar, consolar, repartir alegrias, aconselhar e
demonstrar o verdadeiro sentido da vida: Jesus Cristo. Nesse
sentido, as redes sociais até poderão ser usadas, mas como meras
ferramentas que favorecem o encontro pessoal. Conecte-se para
promover o amor de Jesus. Conecte-se para transferir vida
abundante. Conecte-se para ser útil no reino. Conectados,
transformamos!

Que Deus nos abençoe.
Do seu pastor e servo de Cristo,
Pr. Segundo Almeida