Avisos e Devocionais

UM NOVO OLHAR
10-09-2017
Um novo olhar
Todos sabemos que Paulo foi um dos maiores perseguidores de cristãos que existiu. Paulo matava, açoitava, perseguia, prendia e humilhava cristãos. Acontece que certo dia, andando pela estrada que levava a Damasco (Cf. At 9), com o objetivo de perseguir mais cristãos, Paulo se deparou com UMA LUZ imensa que o ofuscou, então, ele ouviu uma voz que dizia: "Saulo, Saulo por que me persegues?" O resto da história você já conhece, Paulo ficou cego, depois foi curado de sua cegueira por um homem chamado Ananias (usado por Deus), entendeu o chamado do Senhor para a sua vida e se converteu ao evangelho de Cristo. Em verdade, Paulo agora deixava de ser um perseguidor de cristãos para ser um pregador perseguido.
Os apóstolos sabiam que Paulo era um perseguidor dos mesmos e alguns de início desconfiaram da sua conversão, mas com um tempo entenderam que Deus havia mudado a história de Paulo. Amaram Paulo porque Deus o amou primeiro. E o resultado do amor foi não julgá-lo, não deixa-lo de lado, pelo contrário, acolheram-no de braços abertos!
Percebo nos mais variados meios cristãos, que muitas vezes nós julgamos os outros e não aceitamos pessoas novas em nossos grupos eclesiásticos fechados, então, aquele que acabou de chegar na igreja é deixado de lado e até mesmo julgado pelos erros cometidos no passado. Os julgamentos são os mais variados: "No passado ela foi "adúltera"; "No passado ele foi drogado"; "No
passado ele vivia nas baladas, bêbado pelos cantos da cidade"; "No passado, ele foi macumbeiro, espírita".
É necessário que ponhamos algo firme em nossos corações: Jesus não está interessado em nosso passado! Cristo continua buscando pecadores arrependidos. Ele continua tocando quem ninguém quer mais tocar! Endireitando os tortos e moldando os corações sem considerar o passado, mas trabalhando em prol de um futuro maravilhoso. Cristo, pelo Espírito muda e molda qualquer vida! E nós, como igreja de Deus, não temos o direito de rejeitar pessoas, muito menos o direito de montarmos ciclos fechados de relacionamentos dentro da COMUNHÃO de todos os santos. Nosso papel, como igreja, é considerarmos uns aos outros (Cf. Hb 10.24), é amar o nosso próximo e isso, evoca, inclusive, abdicar da nossa lista de características necessárias para que alguém participe do nosso ciclo de amizades.
No fim, aceitemos as pessoas como aqueles cristãos aceitaram a Paulo: desconsiderando seu passado. Lembre-se: um dia podemos passar de perseguidores à perseguidos! E, talvez, seja numa dessas horas que veremos o quão importante é um abraço, um amigo verdadeiro que acredita em nós e que está ao nosso lado, dizendo: estou aqui, para o que der e vier! Isso é olhar com o olhar de Cristo! Ver como Cristo vê! Pensemos nisso!
Que Deus nos abençoe.
Do seu pastor e servo de Cristo,
Pr Segundo Almeida