Avisos e Devocionais

SETEMBRO: PRIMAVERA DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO
03-09-2017
Setembro:
Primavera de Prevenção ao Suicídio
Estava assistindo um telejornal que falava sobre o problema
do suicídio e a importância de dedicar um mês do ano (setembro, no
caso) para intensificar as campanhas de prevenção ao suicídio. Uma
das frases do jornalista me chamou bastante atenção. Ele dizia que "o
índice de suicídio aumenta porque vivemos em uma sociedade que não
tem mais tempo para se relacionar, conversar". Até compreendo qual
foi a ideia do jornalista ao formular essa frase, mas, sinceramente,
acredito que o problema não está nisso.
De acordo com dados atuais da Organização Mundial de
Saúde (OMS), cerca de 3.000 pessoas por dia cometem suicídio no
mundo, o que significa que a cada 30 segundos uma pessoa se mata.
O suicídio é responsável por 5,6 mortes em cada 100.000 jovens entre
15-29 anos no Brasil, sendo, então, umas das três principais causas de
morte entre jovens no país. Estamos falando de um assunto muito sério
e preocupante.
Segundo pesquisas, entre as principais causas do suicídio
estão: solidão, depressão; transtornos mentais (ansiedade intensa,
esquizofrenia, transtorno bipolar, etc...); presença de doenças letais
(câncer, doenças degenerativas, AIDS); problemas conjugais e de
relacionamento, dificuldades financeiras ou profissionais, bullying, luto
ou perdas afetivas, abuso de álcool ou drogas e, crises existenciais ou
de identidade.
A Bíblia também traz narrativas de suicídio. O primeiro foi o
de Abimeleque, filho de Gideão, que ordenou a seu escudeiro que lhe
traspassasse com sua espada por vergonha (Cf. Jz 9.50-56); O
segundo exemplo é o do Rei Saul que lançou-se sobre a própria
espada e tirou sua vida (Cf. 1 Sm 31.1-6); O terceiro caso de suicídio é
o do juiz Sansão, ele, literalmente, derrubou o prédio sobre si e sobre
cerca de 3000 filisteus (Cf. Jz 16.23-31); Um quarto exemplo de
suicídio é o de Aitofel, conselheiro de Davi, ele se enforcou (Cf. 2 Sm
17.23); No quinto exemplo, o Rei Zinri, ele entrou no castelo do palácio
real e pôs fogo a seu redor (Cf. 1 Rs 16.15-19); Judas, o discípulo de
Jesus, é o sexto caso de suicídio nas Escrituras. Depois de trair o
Senhor e perceber o que havia feito, se enforcou (Cf. Mt 27.3-10).
Quando observo todas essas situações, percebo que
muitas pessoas estão depositando a razão de suas existências
naquilo que é efêmero, naquilo que é incapaz de satisfazer os
anseios existenciais. É como se as pessoas estivessem construindo
espécies de bezerros de ouro, ídolos, até palpáveis, mas que não
falam, não se relacionam, não completam ninguém. A humanidade,
na maioria da vezes, está atrás de gratificação. Correm atrás de
dinheiro (e muito), beleza televisiva, holofotes, atenção, controle,
satisfação completa em seus relacionamentos e por aí vai... então,
quando esses desejos são frustrados, as reações são as mais
variadas: desde um comum aborrecimento até o desespero do
suicídio.
Infelizmente (ou felizmente) a história nos diz que as
nossas expectativas terrenas jamais serão completamente satisfeitas,
trocando em miúdos, você e eu vamos nos decepcionar e, em algum
momento, teremos as nossas expectativas frustradas. A diferença
está em como lidamos com isso. Algumas pessoas ficam tristes, mas
se levantam e continuam a vida porque sabem que a razão de existir
não está pautada nessas questões, outras pessoas, acabam
entrando em colapso e o desespero angustiante passa a ser seu
companheiro. Pessoas assim, vivem em um mundo "preto e branco",
vivem uma espécie de inverno contínuo e precisam de ajuda. Que
ajuda é essa? O apóstolo Paulo nos diz:
"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para
nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas
coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se
vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas." (Cf. 2
Coríntios 4.17,18).
Nós precisamos dizer para essas pessoas que há uma
razão de viver além dessas coisas que se vêem. Precisamos mostrar
para essas pessoas que a primavera é uma estação que se pode
viver agora, basta enxergar além do que se pode ver e viver para
além do que se poder tocar. Precisamos ensinar para essas pessoas
que a essência da vida não se encontra no "eu", mas Nele, Jesus
Cristo, que viveu, morreu e se entregou por nós. O problema está na
falta de relacionamento com Ele e não com os outros. É necessário
trocar as futilidades da vida presente pela utilidade da vida eterna.
Essa é a nossa maior razão de viver! Feliz primavera divina!
Que Deus nos abençoe.
Do seu pastor e servo de Cristo,
Pr. Segundo Almeida